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territórios 23°34' S 46°39' W

galeria

tecnologia

créditos

documentação


instalação-intervenção urbana site specific - discute a complexidade do entorno da Av. Paulista.

Economicamente a região da Av. Paulista representa o segundo centro/nó econômico da cidade de São Paulo, depois do centro velho que e seguido pela Av. Behine. Somados, os territórios que correspondem aos eixos da Av. Paulista e Behine concentram a administração de 46% do PIB do Nacional - Vila Madalena, Lapa, Pinheiros, Itaim, Jardins, Paulista, Moema e Campo Belo. Em termos de infra-estrutura, a Av. Paulista concentra 22 helipontos, 40 antenas de telecomunicações e conta com o fluxo de 1.5 milhões de pessoas, 100.000 veículos e 100 vôos de helicópteros diariamente.
Giulio Carlo Argan retomando Sausurre no seu livro 'A História da Arte como a História das Cidades', não existem cidades mas situações urbanas. Assim, São Paulo responde a um complexo de situações urbanas que forma malhas que se articulam como um território urbano multi-cêntrico estruturalmente interligado.

 

territórios 23°34's 46°39' w ocupou o cubo branco e a fachada de vidro da Galeria de Arte SESC Paulista.


Foram realizados mapeamentos com dispositivos de GPS e câmera de vídeo sem desprezar os "ruídos" decorrentes dos sistemas de captura empregados e das interferências atmosféricas do entorno.

Os processos de aproximações a estas novas cartografias realizam-se através de meios eletrônicos, tomando como base o mapeamento, coleta e análises de informação a partir de dispositivos de medição e indexação gerando bases de dados para a construção de sistemas complexos de visualização em função de necessidades estratégicas de leitura. Neste sentido, o habitante ou usuário das grandes cidades estão confrontados no início do terceiro milênio com o conceito de local em função das múltiplas dinâmicas de fluxos gerados pelas articulações contemporâneas entre global e local, macro e micro, estimuladas pela inversão de mercados de capital, especulação e implantação de sistemas de telecomunicação e transporte em larga escala sob o paradigma das novas tecnologias.

A partir do material coletado foram criadas visualizações audio-visuais controladas por sensores infravermelhos relacionados ao fluxo do interior da galeria que incidiam nas projeções externas da fachada devolvendo ao espaço urbano uma construção estética da sua própria complexidade e ao mesmo tempo uma deconstrução da idéia da cidade como cartão postal.

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A transparência do vidro da fachada foi utilizada como uma pele híbrida fina entre a cidade e a galeria, criando uma visão polifônica, mixada e fragmentada, demandando do observador deslocamentos no espaço para uma visualização mais completa do trabalho.


desde o meio da avenida:
era possível observar na fachada de vidro a sobreposição de duas projeções audio-visuais integradas ao entorno urbano incluindo as sombras das pessoas do interior da galeria.

da calçada: era possível observar fragmentos das imagens sobre os vidros da fachada que se construiam de acordo com a posição do pedestre.

cubo branco: dentro do espaço expositivo, revelavam-se as projeções na fachada de vidro fundidas com as imagens da contraluz dos fluxos da cidade.


dentro do cubo branco: revelava-se a leitura da "geo-localização" da galeria pela utilização do "Sistema de Posicionamento Global" que recebia as informações em tempo real através de um dispositivo de GPS instalado/fixado no local.

Foram utilizadas todas as variáveis que o dispositivo oferece: longitude, latitude, altitude, quantidade de satélites visíveis, oscilações e interferências atmosféricas do entorno, que o sistema do GPS interpreta como deslocamento do dispositivo embora este estivesse fixo, em repouso.


As leituras de GPS em tempo real eram projetadas na parede do fundo do espaço interior da galeria por sobre uma escultura digital criada a partir de múltiplos mapeamentos 3D de tracks de GPS da região da Avenida Paulista. Um sensor ultra-som funcionava como interface de controle que media a distância entre o público e a imagem projetada acionando, camada a camada, as informações transmitidas pelo GPS fixado no vidro da fachada que apresentava, de forma legível, desde dados até os códigos de base que o GPS transmitidos via bluetooth para o sistema.

 

 

tecnologia

sofwares: Isadora Macromedia Flash 8.0 Final Cut 5.0 Google Earth
sofwares de código aberto: GPSbabel - Serproxy
aplicativo on line: gpsvisualizer.com
Hardware: Arduino (Open Hardware) - PING))) Ultrasonic Sensor - GPS RoyalTek RBT-1100
OMRON E3Z-T61-L -12 V
(sensores infra-vermelhos)

códigos/ programação utilizados na instalação

- códigos de interface de comunicação da porta serial com leitura de dados via Macromedia Flash (comunicação com USB/arduino e Bluetooth/GPS) + FlashVideoPlayerJPG >download>
- isadora Path - >download>
- GPS track São Paulo (10MB) >download>

licença CC 3.0

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concepção: rachel rosalen e rafael marchetti
produção: Mostra SESC de Artes - Circulações

agradecimentos: luis duVa  teo  milena sz  marcus bastos  priscila arantes
territorios (dot) 2334s4639w (dot) net


 

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helipontos avenida paulista (vista aéria)
heliportos paulista

helipontos cidade de são paulo (foto de satélite)
helipontos estado sao paulo - brasil
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  representação (*) de redes de satélites artificiais orbitando em volta da terra.






rede GPS: representação(*) da rede dos 24 satélites que compõem o Sistema de Posicionamento Global. este sistema foi criado pelo departamento de defesa americana. A partir de 1983 foi permitido o acesso ao sistema para uso civil.

heliportos paulista
  * imagens geradas utilizando a aplicação Google Earth.
fonte informação: OpenAPRS - www.openaprs.net
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